
Papai estava indo à Rio Verde, uma cidade do interior, visitar seus irmãos. Passaria antes em Pontalina para buscar meu avô. Estava tudo planejado há pelo menos uma semana. Mamãe nem iria com ele para que pudesse ficar um dia a mais. Sábado, após o almoço, se despediu de nós e, por volta das 15:00, estava na estrada. Estava tudo bem: eu e meu amor conversando, minha irmã assistindo séries e minha mãe... Bem, na realidade não sei o que ela estava fazendo. Mas escutei quando atendeu ao celular. Era meu pai. Sofrera um acidente, mas estava "quase bom".
Perto do rio Meio-Ponte o pneu estourou e o carro do meu pai voou e capotou. Voou por cima da divisa da estrada e pelo arame farpado de uma plantação de soja do outro lado da pista e saiu capotando. Não sabe como, mas conseguiu tirar o cinto e sair do carro. Algumas pessoas já se ajuntavam, curiosa, para ver o ocorrido. Na hora meu pai nem sentiu nada, mas estava sujo de terra e sangue. O carro... Bem, este ficara complentamente destruído. Perda total. Mas papai, por um milagre, estava vivo.
Um estranho solidário o levou a Pontalina, já que estava mais próximo do que voltar pra casa. Também foi um estranho que emprestou o celular para que pudesse avisar mamãe, que ligou para meu avô comunicando e pedindo que meu pai ligasse para ela assim que chegasse.
Na casa de vovô, tomou um banho e trocou de roupa (os estranhos resgataram a mala e também seu celular). Nos disse que estava bem, só com dor no ombro esquerdo e no pé direito. Também foi preciso fazer uns pontos na orelha esquerda. Quatro ou cinco, não me recordo. Também não sei bem o desenrolar dos acontecimentos que se seguiram naquela tarde, mas papai precisava voltar para sua cidade, pois a que ele estava, não tiravam radiografias. Bom, ele teve que retornar ao local do acidente com a polícia, que algum curioso deve ter chamado, e também à seguradora. Bom, esta recuperou todos os outros pertences de meu pai, como seus óculos.
Chegou em nossa cidade às 23:00, aproximadamente. Iria direto para o hospital e lá mamãe se encontraria com ele. Fui junto, afinal, estava tarde e sabia que não seria muito... Fácil, com mamãe sozinha para resolver tudo. E de fato. Enquanto entravam para ser atendidos, eu cuidava da parte burocrática.
Ah sim, papai estava alegre, feliz por ter "nascido de novo", e por ter ido sozinho na viagem, já que provavelmente outra pessoa teria morrido.
Papai se consultou, tirou radiografias de várias partes do corpo, foi diagnosticado (fratura no ombro e luxação do pé), foi encaminhado para um outro hospital para passar a noite internado em enfermaria para observação. Mas alí não faziam tomografia tão tarde da noite, voltamos para o hospital de urgência e, após longa espera e sem encontrar vaga em nenhum hospital que nosso plano cobria, papai teve que ser internado alí mesmo. Ficaria sem a tomografia, mas qualquer coisa, garantil o médico, a ambulância o levaria com prioridade para fazer os exames necessários.
Subimos à enfermaria e acomodamos papai. Quando mamãe estava indo me trazer em casa para depois retornar e passar a noite alí, o enfermeiro que nos acompanhara disse que conseguiram uma vaga em um outro hospital, mas apenas em UTI. Levamos papai e, enquanto resolvíamos a parte burocrática (dessa vez mamãe precisava estar lá), levaram-no sem que pudéssemos nos despedir. Mas tudo bem, agora receberia "tratamento VIP", como ele mesmo denominou.
Apenas hoje que papai voltou para casa. Bem no dia que teria retornado da viagem. Terá que ficar de repouso por sessenta dias, sem poder andar ou se mexer direito. Mamãe está simplesmente exausta, ainda mais porque passou o dia todo de ontem com meu pai. Não está sendo fácil, como nunca é, mas a gratidão a Deus por meu pai estar bem, ter APENAS sofridos esses pequenos acidentes, compensam qualquer cansaço de cuidar de quem precisa.
Perto do rio Meio-Ponte o pneu estourou e o carro do meu pai voou e capotou. Voou por cima da divisa da estrada e pelo arame farpado de uma plantação de soja do outro lado da pista e saiu capotando. Não sabe como, mas conseguiu tirar o cinto e sair do carro. Algumas pessoas já se ajuntavam, curiosa, para ver o ocorrido. Na hora meu pai nem sentiu nada, mas estava sujo de terra e sangue. O carro... Bem, este ficara complentamente destruído. Perda total. Mas papai, por um milagre, estava vivo.
Um estranho solidário o levou a Pontalina, já que estava mais próximo do que voltar pra casa. Também foi um estranho que emprestou o celular para que pudesse avisar mamãe, que ligou para meu avô comunicando e pedindo que meu pai ligasse para ela assim que chegasse.
Na casa de vovô, tomou um banho e trocou de roupa (os estranhos resgataram a mala e também seu celular). Nos disse que estava bem, só com dor no ombro esquerdo e no pé direito. Também foi preciso fazer uns pontos na orelha esquerda. Quatro ou cinco, não me recordo. Também não sei bem o desenrolar dos acontecimentos que se seguiram naquela tarde, mas papai precisava voltar para sua cidade, pois a que ele estava, não tiravam radiografias. Bom, ele teve que retornar ao local do acidente com a polícia, que algum curioso deve ter chamado, e também à seguradora. Bom, esta recuperou todos os outros pertences de meu pai, como seus óculos.
Chegou em nossa cidade às 23:00, aproximadamente. Iria direto para o hospital e lá mamãe se encontraria com ele. Fui junto, afinal, estava tarde e sabia que não seria muito... Fácil, com mamãe sozinha para resolver tudo. E de fato. Enquanto entravam para ser atendidos, eu cuidava da parte burocrática.
Ah sim, papai estava alegre, feliz por ter "nascido de novo", e por ter ido sozinho na viagem, já que provavelmente outra pessoa teria morrido.
Papai se consultou, tirou radiografias de várias partes do corpo, foi diagnosticado (fratura no ombro e luxação do pé), foi encaminhado para um outro hospital para passar a noite internado em enfermaria para observação. Mas alí não faziam tomografia tão tarde da noite, voltamos para o hospital de urgência e, após longa espera e sem encontrar vaga em nenhum hospital que nosso plano cobria, papai teve que ser internado alí mesmo. Ficaria sem a tomografia, mas qualquer coisa, garantil o médico, a ambulância o levaria com prioridade para fazer os exames necessários.
Subimos à enfermaria e acomodamos papai. Quando mamãe estava indo me trazer em casa para depois retornar e passar a noite alí, o enfermeiro que nos acompanhara disse que conseguiram uma vaga em um outro hospital, mas apenas em UTI. Levamos papai e, enquanto resolvíamos a parte burocrática (dessa vez mamãe precisava estar lá), levaram-no sem que pudéssemos nos despedir. Mas tudo bem, agora receberia "tratamento VIP", como ele mesmo denominou.
Apenas hoje que papai voltou para casa. Bem no dia que teria retornado da viagem. Terá que ficar de repouso por sessenta dias, sem poder andar ou se mexer direito. Mamãe está simplesmente exausta, ainda mais porque passou o dia todo de ontem com meu pai. Não está sendo fácil, como nunca é, mas a gratidão a Deus por meu pai estar bem, ter APENAS sofridos esses pequenos acidentes, compensam qualquer cansaço de cuidar de quem precisa.

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