segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Família!!


Coitados dos que têm que nos aguentar...


Ô, familiazinha brincalhona, implicante e enjoada. Tenho pena é das esposas dos meus tios e da minha mãe, que têm que aturar seus maridos, cheios de gracinhas, de respostas diretas que não querem dizer nada, de piadas tão antigas e repetidas que nem mesmo os amigos aguentam mais escutar.


Eita, "Bazaiada" complicada! Mas, sinceramente, que orgulho que tenho de ser Pires.


O sorriso se abre com a frase já tão repetida que até virou bordão da mamãe: "Ei, menina! Você é mesmo filha do seu pai".


Família boa, que faz de uma simples garrafa de Coca-cola vazia, cahveiro "fashion" da cunhada distraída, que deita no colo da sobrinha e finge estar dormindo preguiçosamente, só para implicar. Que fala "quem?" quando liga, ao invés de se identificar...


Ah, mas não só de tios folgados vive a família. Tem também as boas tias. Uma mora longe e tive pouco contato. A outra me ensinou a importância de se aceitar, de valorizar o pouco que se tem e de, apesar das dificuldades, ser feliz e sempre, sempre seguir em frente. Tia que me ensinou a lamber os dedos depois de fazer pão-de-queijo. Que faz da palavra "ordinário" o pior xingamento do dicionário. Que me faz ter orgulho ainda maior da responsabilidade que é ter o nome Pires.


E não posso me esquecer do vovô que, apesar de brincalhão, sempre foi o mais sério. Sistemático e teimoso, sempre acolheu bem, na sua forma simples, toda a família. Cedeu sua gostosa rede aos netos. Deu os melhores churrascos (com os filhos na churrasqueira, claro). Me ensinou a pedir a bençam. Deixou os netos livres para brincarem e aprenderem por eles próprios que nem sempre sentar no tapete e ser puxado é prazeroso, principalmente quando se bate a cabeça no chão.


Como fazer parte dessa família me ajudou a crescer e a ser parte do que sou hoje. E como sou feliz por ela. A união dos irmãos e pai é realmente algo gostoso de se ver. E agora uma nova geração amadurece. Netos do vovô Zé Bá aprenderam bem a ser implicantes e enjoados. Aprenderam a ser trabalhadores e a dar duro, sem nunca se darem por vencidos, como todo bom Pires.

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